A Rede
A Rede de Mulheres Unidas foi fundada em 28 de maio de 2019, sob o patrocínio do então Ministro das Relações Exteriores Heiko Maas, e é um componente central da Iniciativa para a América Latina e o Caribe do Ministério Federal das Relações Exteriores da Alemanha.
Desde então, mais de 400 membras da América Latina, do Caribe e da Alemanha, além de doze organizações parceiras, aderiram à rede. A Unidas reúne ativistas de direitos das mulheres, jornalistas, advogadas, cientistas, empreendedoras, artistas, mulheres na política e muitas outras — todas com destaque em suas áreas, comprometidas com o engajamento social e alinhadas aos objetivos da Unidas.
Critérios de Associação
A Rede de Mulheres Unidas une mulheres da Alemanha, da América Latina e do Caribe que:
Ocupam posição de destaque em suas respectivas áreas e se destacam pelo compromisso social.
Identificam-se com os objetivos da rede e desejam participar ativamente dela.
Possuem interesse e/ou experiência nos temas de direitos das mulheres e igualdade de gênero e, quando aplicável, atuam profissionalmente nessas áreas.
Estrutura de Governança
A presidência da Unidas é atualmente ocupada pela Ministra de Estado do Ministério Federal das Relações Exteriores, Serap Güler. Um conselho consultivo com cerca de 20 membros fornece orientação estratégica e seleciona a vencedora do Prêmio Unidas pelos Direitos das Mulheres e pela Democracia.
A Unidas também conta com Pontos Nodais — membras especialmente engajadas que se voluntariam para promover os objetivos da rede. Atualmente, a Unidas possui Pontos Nodais em 13 países. Esses pontos apoiam a comunicação e a troca de informações entre as participantes e grupos temáticos ou regionais, organizam atividades e coordenam encontros em seus países, em colaboração com a Equipe de Coordenação Unidas, e atuam como contato direto com as missões diplomáticas alemãs.
A seguir, apresentamos algumas de nossas membras fundadoras em toda a América Latina, o Caribe e a Alemanha:
Membras Fundadoras
NATALIA GHERARDI
é uma advogada argentina licenciada pela Universidade de Buenos Aires. Desde 2007 que é diretora da ELA - Equipo Latinoamericano de Justicia y Género. É também docente na Universidade de Buenos Aires, na Universidade Nacional de Lanús e na Universidade Nacional de La Plata. Publicou trabalhos no âmbito dos temas trabalho e política de cuidados, direitos sexuais e reprodutivos e violência contra mulheres.
Bettina Metz
é politóloga e diretora do Comité Nacional da Alemanha da ONU Mulheres. Trabalhou para a UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) em Nova York e em Banguecoque e para a GIZ (Sociedade Alemã para Cooperação Internacional). Concluiu um curso de pós-graduação em Formação para Adultos e trabalhou como consultora na área do desenvolvimento comunitário, como assessora científica e técnica na área da formação profissional e como consultora de carreira.
SIBEL KEKILLI
é atriz e, desde 2004, embaixadora da organização de direitos das mulheres Terre des Femmes. Em março de 2015 foi-lhe atribuído o prêmio “Autora da Liberdade” por um discurso que proferiu por ocasião do Dia Mundial da Mulher no Palácio Bellevue na companhia do Presidente Federal Joachim Gauck. Em 2017 recebeu a Cruz da Ordem de Mérito da República Federal da Alemanha. É patrocinadora da “Sibel”, um aconselhamento online fundado pela organização Papatya que apoia jovens mulheres e meninas com problemas familiares.
ASIYA MOHAMMED
é fundadora e CEO da Conflict Woman, uma empresa social que disponibiliza rendimento, formação e microfinanciamentos a sobreviventes de estupro e violência doméstica em Trindade e Tobago, na Jamaica e em Barbados. Recebeu o prêmio “Commonwealth Point of Lights” da Rainha Isabel II e é palestrante TEDx. Trabalhou na UNICEF em Genebra e no Ministério do Exterior de Trindade e Tobago.
XÊNIA FRANÇA
é uma cantora baiana. Em 2018 foi nomeada para o Latin Grammy pelo seu primeiro álbum “Xenia” e pela música “Pra que me chamas?”. O videoclipe da canção aborda os temas da preservação e propagação da cultura afro-brasileira, tendo a cantora se tornado em uma referência de empoderamento das mulheres afro-brasileiras.
SOLEDAD NUÑEZ
foi Ministra da Habitação no Paraguai. Exerceu também o cargo de Diretora Nacional do TECHO Paraguay, uma ONG que promove a construção de vivendas de emergência e a participação ativa da juventude na tomada de decisões políticas. Estudou Engenharia Civil e Gestão de Projetos, tendo ainda concluído o Global Competitiveness Leadership Programm na Universidade de Georgetown. Atualmente está terminando seu master em Políticas Públicas na Universidade de Oxford.
YÉSICA SÁNCHEZ
é uma advogada especializada em direitos humanos e membro da direção do Consorcio para el Diálogo Parlamentario y la Equidad Oaxaca, uma organização que promove o respeito e o exercício dos direitos humanos das mulheres e a igualdade de gênero, bem como a articulação de redes da sociedade civil, a capacitação e formação relativamente aos direitos humanos e das mulheres e a participação em processos democráticos. É ainda representante da Iniciativa Mesoamericana de Mujeres Defensoras de Derechos Humanos.
TERESA BÜCKER
é jornalista independente, consultora e palestrante desde 2019. Em suas aparições televisivas e nos painéis de que participa aborda temas como o mundo laboral, estratégias digitais para o jornalismo e a política, participação, justiça, representação, poder e autodeterminação sexual. Em 2008 começou a trabalhar para a revista alemã “der Freitag” como chefe da secção Community, tendo posteriormente sido consultora de estratégia digital para o SPD. Foi redatora-chefe da revista online “Edition F”. Em 2017 foi galardoada com o prêmio de Jornalista do Ano na categoria de “Entrepreneur”.